1
1. Sinal
O que disparou o trabalho: um pedido da agência (“monta o follow-up da
clínica”), uma reclamação de cliente final (“o agente não marcou a consulta da
Maria”), um erro numa conversa, uma nota do MCP, um teste que falhou.
2
2. Estado atual
Antes de mudar qualquer coisa, o assistente descobre como as coisas estão:
- Esta doc. Uma busca (
search_docs_zatten) devolve o título e a descrição das páginas; ele lê só as que batem com o assunto. Vale em toda tarefa nova, mesmo quando ele acha que sabe: o produto muda. - O projeto.
get_template(configuração e o blocoproject, com plano, WhatsApp e versões do agente),find_contactse a API do dia a dia para chegar a uma conversa. - A pasta do cliente. O
CLIENTE.mde a memória (MEMORIA.md): o que foi decidido antes e por quê (Organizar sua agência).
3
3. Triagem: do assistente ou da pessoa?
A pergunta é uma só: o assistente consegue conferir sozinho que a correção
funcionou?
Se for dos dois, ele faz a parte dele e diz exatamente o que fica com a
pessoa.
4
4. Entrega
Com plano e “sim” (As regras), pelo MCP, pela API ou
pelo navegador. O que é da pessoa vai em Para você fazer no painel, passo a
passo.
5
5. Conferir e voltar ao sinal
Relê o projeto, lê as
notes, testa o agente, olha a conversa de novo. Se o
resultado surpreendeu (uma nota inesperada, um teste que falhou), volta ao
passo 2, começando pela doc, antes de tentar outra vez. Errar duas vezes
do mesmo jeito é sinal de que falta informação, não de que falta insistência.send_feedback,
contando à Zatten como foi e onde travou.
Três exemplos
Um pedido de configuração
“Cria um follow-up de 24h para quem parou de responder.”- Sinal: o pedido.
- Estado: busca “follow-up” na doc e lê
Follow-up (o follow-up sempre envia um
template da Meta);
get_templatedo projeto, para ver os templates que já existem emmeta_templatese as automações que já rodam. - Triagem: montar o follow-up é verificável (ele relê). Ligar é da pessoa.
- Entrega: plano, “sim”,
update_templatecom o follow-up desligado. - Conferir: relê, lê as
notes, e reporta “ligar o follow-up” em Para você fazer no painel — ou pergunta se pode ligar.
Uma reclamação de cliente final
“O agente não marcou a consulta da Maria ontem.”- Sinal: a reclamação.
- Estado:
find_contactscomquery: "Maria"e o período de ontem → o número dela →GET /leads/{numero}/threadseGET /messages/historypela API do dia a dia. Com o LangSmith ligado, o trace da resposta mostra se a tool de agendamento foi chamada e o que voltou. - Triagem: se a tool falhou porque a API do cliente recusou, a correção é na tool (verificável). Se o agente não devia agendar naquele caso, é regra de negócio (da pessoa).
- Entrega: corrige a tool numa versão nova.
- Conferir:
test_agentcom a mesma mensagem da Maria. Passou: diz à pessoa que a versão N está pronta para publicar.
Um cliente novo inteiro
“Fechei com uma clínica, monta tudo.”- Estado: a pasta do cliente ainda não existe; ele pergunta o que não dá para inferir (objetivo, público, regras) e lê o playbook do nicho.
- Entrega:
create_project(com “sim”; o projeto nasce com a assinatura pendente), depois funil, tags e propriedades porupdate_template, depois o agente, iterando com testes. - Da pessoa: conectar o WhatsApp (e assinar), publicar o agente, ligar as automações.
Por que assim
- Ler a doc primeiro evita o erro mais comum de um assistente: agir com o que ele “sabe” de uma versão velha do produto.
- A triagem pela verificação não depende de o assistente adivinhar o que é arriscado. Se ele não consegue conferir o efeito, a decisão não é dele.
- Voltar ao sinal faz cada entrega ser conferida, em vez de dada como pronta.
Para saber mais
- As regras que o assistente segue
- O MCP da Zatten: ferramentas
- Construir o agente iterando
- Diagnóstico de um cliente
- Anthropic: Building effective agents. Termos para buscar: “agent loop”, “human in the loop”, “verifiable tasks”.