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Um projeto bom tem cada informação no lugar certo. O funil diz onde o lead está, as tags e propriedades dizem o que se sabe dele, as automações agem com o tempo, as tools são as mãos do agente e o prompt é o roteiro. Quando uma peça faz o trabalho de outra, o projeto parece funcionar no teste e falha com lead real.

Uma peça para cada pergunta

Como as peças conversam

Cada peça aciona outras. Este é o caminho de um lead típico:
Três ligações que não se deduzem da tela:
  • A chave “Disparar automações” da coluna só vale quando uma pessoa move o lead pelo CRM. Quando o agente, a API ou um fluxo move, as automações não são reagendadas por ela. Veja Quando as automações disparam.
  • Os filtros das automações são conferidos de novo na hora do envio. Um follow-up filtrado pela coluna “Triagem” não sai se o lead já mudou de coluna. É isso que torna a coluna o melhor filtro de automação.
  • O agente vê as propriedades só com “enviar para a IA” ligado. A opção vem ligada por padrão e só se muda pelo template. Veja O que a Zatten injeta no contexto.

Padrões

O funil é o processo do cliente

  • De 4 a 8 colunas. Cada coluna é uma etapa em que algo diferente acontece: outra automação, outro responsável, outra conversão. Etapa sem consequência não precisa de coluna.
  • Uma coluna de transbordo com a chave Transbordo, para onde o agente, o transbordo por inatividade e a falha do modelo mandam o lead. Veja Resiliência.
  • Saber quem move cada coluna. O agente move nas etapas que ele conclui (qualificou, agendou). A equipe move nas que acontecem fora do WhatsApp (compareceu, assinou, pagou). Nas colunas que a equipe move, ligue Disparar automações se houver follow-up daquela etapa.
  • Decidir o fim do ciclo. Uma coluna final com Desativar IA deixa a IA muda para aquele lead até alguém religar. Se o lead pode voltar meses depois (novo agendamento, nova compra), deixe a IA ligada na coluna final e diga no prompt o que fazer em cada etapa, ou encerre o atendimento, que devolve o lead à entrada com a IA ligada.

Tags e propriedades com papel claro

  • Tag é sim ou não; propriedade guarda um valor. “Convênio: Unimed” é propriedade. “Urgente” é tag.
  • Vínculo certo. Contato para o que vale para sempre (cliente, ex-aluno, VIP). Conversa para o que vale neste atendimento (urgente, aguardando documento). Ao encerrar, o que é de conversa some.
  • Tag de marco. A coluna mostra onde o lead está agora; ela não lembra por onde ele passou. Para contar depois quem chegou a uma etapa (“já agendou alguma vez”), use uma tag de vínculo contato posta junto com a mudança de coluna.
  • Lista sempre que as respostas são conhecidas, com poucos valores e um “Outro”. O agente recebe as opções e não inventa variações.
  • Escreva os valores aceitos no “Quando usar” da ação de propriedade. O modelo acerta de primeira. Veja Ações da Zatten.

Poucas tools, bem descritas

  • Cada coluna, tag e propriedade que o agente mexe é uma tool a mais. Seis colunas, cinco tags e quatro propriedades viram quinze tools. Dê ao agente só as ações que ele precisa fazer.
  • Até umas dez tools o modelo escolhe bem. Acima disso, ligue Filtrar tools. Veja Tools: visão geral.
  • A regra de quando usar fica na tool, no “Quando usar no seu atendimento” ou na descrição. O prompt diz a ordem das etapas.

O prompt conduz, não armazena

  • O prompt tem o fluxo, o tom e as proibições. Tabelas, políticas e FAQ vão para skills. Agenda, preço do dia e status de pedido vêm de tools.
  • Não escreva dado de lead, data ou hora no prompt: chegam pelo contexto injetado. Veja Escrever um bom prompt.

O humano sempre tem por onde entrar

  • Departamento padrão com membros recebendo leads, para todo lead ter responsável.
  • Direcionar para departamento antes de Transferir para humano, quando há mais de uma equipe: o responsável escolhido é quem recebe o aviso.
  • Pausa humana com valor gravado, do tamanho de uma intervenção da equipe.

Antipadrões

Checklist de arquitetura

Antes de entregar, confira:
  • Cada coluna tem uma consequência (automação, transbordo, conversão ou responsável) e se sabe quem move o lead para ela.
  • Existe uma coluna com Transbordo e um departamento padrão com membros recebendo leads.
  • A coluna de entrada não tem Desativar IA.
  • Tags com o vínculo certo; nenhuma tag faz o papel de etapa.
  • Propriedades com respostas conhecidas estão em lista; as que o agente usa, com enviar para a IA.
  • Até umas dez tools, cada uma com “quando usar” e “quando não usar”.
  • Cada @ do prompt aponta para uma tool que existe.
  • Follow-ups com template aprovado e filtro de coluna; transbordo por inatividade com colunas de origem.
  • Buffer e pausa humana gravados com valor explícito.
  • Retry, fallback e falha do agente configurados. Veja Resiliência.

Pelo MCP

O diagnóstico confere boa parte desta página no template do projeto. Para corrigir um antipadrão, faça um plano com o bloco afetado e o bloco langchain, quando o agente usa o item.

Armadilhas

  • Desenhar o funil pelo que a equipe gostaria de ver, não pelo que muda. Coluna que nada aciona só dá trabalho de mover.
  • Renomear sem slug. Pelo template, um nome novo sem o slug cria outro item e o antigo fica de fora sem ser apagado.
  • Excluir coluna ou tag que uma tool usa. A tool sai do agente junto. Revise o prompt.
  • Mover em massa no CRM. Não aplica nenhuma chave da coluna nem conversões.

Para saber mais